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Projeção para inflação em 2017 vai abaixo de 4%, diz Focus

São paulo – Economistas de instituições financeiras passaram a ver a inflação de 2017 abaixo de 4 por cento pela primeira vez e o grupo que mais acerta as previsões cortou a projeção para a taxa de juros, de acordo com a pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central.
A perspectiva para a inflação este ano caiu pela 10ª semana seguida e agora a estimativa para a alta do IPCA em 2017 é de 3,93 por cento, contra 4,01 por cento antes. Para 2018 também houve redução, de 0,03 ponto percentual, chegando a 4,36 por cento.

Em abril, o IPCA desacelerou a alta a 0,14 por cento sobre março e acumulou em 12 meses avanço de 4,08 por cento, nível mais baixo nessa base de comparação desde julho de 2007 e abaixo do centro da meta pela primeira vez desde agosto de 2010.

Esse resultado abre caminho para o Banco Central ser mais agressivo ao reduzir os juros. Porém os especialistas consultados no Focus continuam vendo novo corte de 1 ponto percentual na Selic, atualmente em 11,25 por cento, ao final deste mês. Para o fim deste ano e do próximo, ficou inalterada a projeção de que a Selic encerrará a 8,5 por cento.

Entretanto, o Top-5, grupo que reúne os que mais acertam as previsões, passou a ver a Selic em 2017 a 8,25 por cento, contra 8,50 por cento antes, e em 2018 a 8,13 por cento na mediana das projeções, sobre 8,50 por cento.

Em relação à expansão do Produto Interno Bruto (PIB), o levantamento mostrou melhora pela quarta semana seguida na projeção de expansão deste ano, chegando a 0,50 por cento, sobre 0,47 por cento antes. Para 2018 a expectativa de crescimento do PIB permaneceu em 2,5 por cento.

Em enquete do Senado, maioria apoia fim do voto obrigatório

São Paulo – O Senado Federal abriu na semana passada uma consulta pública online para saber a opinião do brasileiro sobre o fim do voto obrigatório no Brasil. Com cinco dias de enquete, a maioria esmagadora dos participantes já aprova a ideia.

Até as 13h30 esta segunda-feira, 15 de maio, cerca de 8 mil internautas já tinham declarado sua opinião sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 18/2017), de autoria do senador Romero Jucá (PMDB).
No total, 7.932 internautas declararam apoio à proposta e outros 405 votaram contra.

Hoje, é a Lei Nº 4737/1965 que determina o voto como obrigatório no Brasil e os dispositivos e penas a quem não comparece ao pleito.

Além de multa de 3% a 10% do salário mínimo na região, o eleitor que não votar (e não justificar a ausência no pleito) pode travar seu passaporte e ser impedido de assumir cargos públicos, por exemplo.

Com a regra, o país segue na tendência contrária ao resto do mundo. O estudo World Fact Book, da CIA, que apenas 21 países de um total de 230 ainda mantém a obrigatoriedade de comparecer às urnas.

Também estão nesse time México, Argentina, Austrália e Peru, entre outros. Aqui, o voto é opcional apenas para jovens de 16 e 17 anos, além de idosos acima dos 60.

Especialistas ouvidos por EXAME.com, em reportagem publicada em setembro do ano passado, no entanto, acreditam que o Brasil ainda não tem maturidade política para tornar o voto facultativo por aqui.

De acordo com eles, a descrença dos brasileiros na política poderia desmotivar (ainda mais) o eleitor de comum de comparecer às urnas. Fato que pode tornar o Congresso ainda menos representativo da sociedade brasileira.

De qualquer forma, para valer para valer já nas próximas eleições, a nova regra eleitoral precisa ser aprovada até um ano antes do pleito – ou seja, no máximo até o início de outubro próximo.

O caminho para a aprovação de uma PEC também não é fácil já que ela deve ser discutida e votada em dois turnos na Câmara e no Senado, onde deve obter, no mínimo, três quintos dos votos dos deputados (308) e dos senadores (49).